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Keiko Furukura é uma mulher de trinta e poucos anos que trabalha em uma konbini, uma loja de conveniência. Só donas de casa que precisam complementar a renda do marido trabalham em uma konbini com essa idade. Mas não é o caso. Keiko nunca se casou. Aliás, nunca se relacionou com ninguém. Também não tem muitos amigos. É distante da família, que passou a vida desejando que ela se curasse da inadequação. A konbini é a vida de Keiko. Um mundo hermeticamente fechado na konbini. Sem comunicação com o lado de fora, onde estão as expectativas, as normas sociais, os contratos de convivência e os silêncios. Keiko quer o som da konbini. Lá fora, ela mal existe. Mas na konbini, ela é inteira. Querida Konbini, de Sayaka Murata, é tema do segundo episódio desta temporada. Para esta conversa, a jornalsita Gabriela Mayer, apresentadora do podcast, recebe a psicanalista e crítica literária Fabiane Secches e a tradutora Anna Ligia Pozzetti, autora da página @komorebitranslations no Instagram. Este é um podcast produzido

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